E se de repente
dos teus olhos uma ave
em desassossego aqui pousasse

um outro nós
a dar as mãos
de par em par, sem desalento
virada ao Sul
na ilegibilidade do teu signo
afinal tão pouco opaco

e se de repente
do toque
das tuas mãos
nas minhas
brotasse vida e musgo
e paz
uma só vez

mais uma vez apenas
a textura
dos teus cabelos,
das tuas costas,
dos teus ombros,
o teu olhar
sem desenganos
em frente a mim
um substantivo
timidamente
um outro nós
um outro signo
as tuas mãos
o teu olhar
o teu nome no eco
de um outro Sul.

 

 

Se de repente, dos teus olhos uma ave