A minha mão no teu sexo
dedilhava-te um amor e
a tua mão no meu dizia
continua a escrever,
felicidade e poesia
não são de todo incompatíveis.
Eu sorri.
A 15 metros o mar
embalava-nos na madrugada
de um viver feliz
e adormecendo no teu colo
todas as ondas se espreguiçavam,
abafando o Sol Menor
que os versos cantam no meu ninho.
Nesse triângulo
a minha boca e os meus olhos
num azul onde as palavras
pouco opacas ganham vida
e vão dormir.