Sinto-te ainda o odor
desta janela onde nunca te vi
abraçada à quimera dos verdes e dos azuis
e tudo me parece tão cinzento sob os olhares
das pegadas não marcadas no cimento.
Substitui as flores de betão e o viaduto
da paisagem sem cor,
a falta do verde do teu olhar.
O vento de Oeste traz-me a hipótese
desse perfume à minha janela,
frutado como um pomar de Verão,
a dois passos tão distantes.


Janela