Por agora deixei de acreditar nessa
força
que me dava luz a todos os objectos
incluindo o preto.
Deixei de querer sentir algo mais
que não este peso nas minhas mãos
vazias.
Não quero mais os tons da música
que te cantei em todos os meus sonhos
alucinados
encantados,
desesperados.
Não quero mais, por agora (ainda minto), ser objecto
expresso
sempre pronto para ti
em todos os teus devaneios
a não ser que tu queiras e me chames e eu vá,
encantado porque tudo em mim és tu
e eu se estou
estou por ti
e é por ti que fujo ao abismo
e à vertigem chamativa
do vazio onde não há razão nem pensamento
e com sorte, nem sensação que me consuma os
neurónios e os nervos por tanto
sentir essa força que me enfraquece
em todos os momentos quando não estás
e me serena quando pões as tuas mãos nas minhas
e me dizes que serás sempre minha.
Amo-te com todas as forças do meu ser
e nunca nego negando e afirmarei
com estas letras
que serei sempre o teu Homem Expresso
porque tudo converge para ti
e tudo em ti és tu.
Amo-te com todas as forças do meu Ser
porque tudo em mim és tu e tudo
sem ti são portas fechadas do meu eu.