| Devia ter-te beijado | |
Devia ter-te beijado e levado as mãos das omoplatas aos teus seios sem indícios de outra vida e dançando a minha língua na tua e um mamilo entre os meus dedos a tua cabeça no meu ombro com a textura do meu beijo e o calor das minhas mãos nas tuas virilhas, cantando nos silêncios das palavras abafadas em pinturas absolvidas uma rara vez do insano fogo da lareira. Devia ter-te beijado e fazer-te esquecer as outras mãos
e na redoma fica um corpo desenhando sem poder o teu nome nos seus cantos.
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