Cortamos o cordão aos poucos.
Tu com a tesoura delicada
e eu a olhar para o lado fingindo não ver
mas consciente da perda inevitável
da ligação que faz a ponte entre
tudo o que és e o que me guia.
Cortas o cordão aos poucos por amor,
altruísmo
platonismos
ilusões
ilusionismos
e um pressuposto de autonomia
que não desejo
nem ambiciono,
porque sem cordão fico solto
e eu não sei estar solto
sem ti.