Hoje as tuas mãos

mentiam já te esqueci, mas nem por isso

e eu vi-me a entrar no mar.

Ao longe, no meu peito

um coração de ouro branco

seria a minha cruz sobre o teu colo

e tudo me pareceu justificado:

o silêncio, as gaivotas e o corpo inerte

em marés vazas

sob um azul que seria inevitavelmente nosso.

Corri no olhar em campos de trigo

e fugi à minha própria verdade

criando mentiras sobre esta cidade.

Até o cheiro me roubaste.


 

Ao longe, no meu peito