De repente
esse adeus-surpresa,
um tornado numa árvore
que sem chão sobre as raízes
segundos antes fortes,
rodopia agora sem Norte e
sem apoio,
esse adeus-surpresa
repentino,
fulminante
a causar gaguez
e embaraço
um adeus de choque,
de semitonturas,
de um mundo subitamente
esbatido e
monocromático
um adeus
imposto
a quatro mãos submersas
um adeus à água
e à nossa história
azul
e amanhã, sem ti,
a nossa história
de poema sem fim
de poema sem fim